Toyota Toyotaarquivo histórico
Toyota Modelo AA de 1936, o primeiro carro de série da empresa, no museu Toyota em Nagoya
arquivo histórico · 1867 a 2026

A fábrica de teares que virou a maior montadora do mundo

Em 1929, Sakichi Toyoda vendeu uma patente de tear para a Inglaterra por 100 mil libras. O dinheiro do tear pagou o primeiro motor. Quase um século depois, a empresa nascida dessa aposta vende 11,3 milhões de veículos por ano e lidera o setor há seis anos seguidos.

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1867nasce Sakichi Toyoda, o inventor do tear automático
1937fundação da Toyota Motor Co., em 28 de agosto
11,3 miveículos vendidos no mundo em 2025, recorde do grupo

A empresa em números

Números oficiais da própria Toyota, conferidos em 18 de setembro de 2026. Quando a fonte é a empresa, o documento está citado no fim da página.

1867

ano de nascimento de Sakichi Toyoda, o inventor que começou tudo com um tear de madeira

Toyota Industries e história oficial Toyota
11322575

veículos vendidos no mundo em 2025, somando Toyota, Lexus, Daihatsu e Hino: recorde do grupo e sexto ano na liderança mundial

Toyota, resultados de vendas de 29 de janeiro de 2026
50.68 trilhões de ienes

receita do ano fiscal 2026, encerrado em março: primeira empresa japonesa a passar de 50 trilhões de ienes em um ano

Balanço do ano fiscal 2026, divulgado em 8 de maio de 2026
390927

funcionários no mundo em 31 de março de 2026, contando todas as empresas do grupo

Perfil corporativo da Toyota

O que você vai ler

Sete capítulos em ordem cronológica. Cada um traz os números da época, o contexto e, no fim, um resumo em uma frase.

01 O tear que ninguém conseguia copiar 1867 a 1933

Sakichi Toyoda inventa, quebra a cabeça e vende a patente do tear automático Tipo G para a Inglaterra. O filho, Kiichiro, usa o dinheiro para entrar no negócio de automóveis.

02 Um Chevrolet desmontado e a sorte do número oito 1933 a 1937

O primeiro motor rende menos que o do Chevrolet de referência, é redesenhado e vence. Em 1937 a empresa ganha nome próprio e endereço novo: Toyota.

03 Aço, bombas e a quase falência 1937 a 1950

A fábrica de Koromo nasce em ano de guerra, sobrevive aos bombardeios produzindo caminhões e quase quebra em 1950. Kiichiro renuncia para salvar a empresa.

04 O jeito Toyota de fazer carro 1950 a 1970

Eiji Toyoda volta dos Estados Unidos com uma constatação incômoda e Taiichi Ohno transforma a fábrica pobre em método: produzir só o que já está vendido.

05 O petróleo caro fez a fama 1970 a 1990

O choque do petróleo transforma o carro pequeno japonês em padrão mundial. A Toyota funde produção e vendas, aprende a fabricar nos Estados Unidos e cria a Lexus.

06 O híbrido e o tropeço que quase custou a coroa 1990 a 2010

Em 1997 a Toyota lança o primeiro híbrido produzido em massa do mundo. Doze anos depois é a maior montadora do planeta, e no ano seguinte tem de depor no Congresso americano.

07 Hidrogênio, cidade-laboratório e o tropeço da certificação 2010 a 2026

A Toyota aposta em várias tecnologias ao mesmo tempo, constrói uma cidade para testar o futuro e enfrenta o pior problema de credibilidade de sua história recente.

1867 1867 a 1933 capítulo 01

O tear que ninguém conseguia copiar

Tudo começa com madeira, fio de algodão e teimosia. Sakichi Toyoda nasceu em 14 de fevereiro de 1867, primeiro filho de uma família de carpinteiros da vila de Yamaguchi, que hoje é a cidade de Kosai, na província de Shizuoka. Ele cresceu vendo a mãe tecer em tear manual e decidiu resolver o problema que aquilo representava: o trabalho de duas mãos para um resultado irregular.

Tear automático Toyoda Tipo G, de 1924, exposto no Museu Nacional de Natureza e Ciência de Tóquio
O tear automático Toyoda Tipo G, de 1924, no Museu Nacional de Natureza e Ciência, em Tóquio. Foto: Daderot, CC0, via Wikimedia Commons.

O primeiro invento patenteado veio em novembro de 1890, com a patente número 1195 concedida em 14 de maio de 1891: um tear manual de madeira operado com uma só mão, de 40% a 50% mais eficiente que o padrão da época e com tecido mais uniforme. Depois vieram a máquina de enrolar de 1894, que bancou os experimentos seguintes, o primeiro tear a vapor japonês em 1896, já com parada automática quando o fio de trama arrebentava, e em 1903 o primeiro mecanismo automático de troca de lançadeira do mundo, que deu origem à família Tipo T.

A ideia que migrou para os carros

A máquina que para sozinha no instante em que o defeito aparece, em vez de entregar o defeito no fim da linha, é a mesma lógica que a Toyota usa até hoje na montagem de carros. Nasceu no tear.

O tear automático de troca de lançadeira ininterrupta Tipo G ficou pronto em 1924, mais de trinta anos depois de Sakichi decidir dedicar a vida à invenção. Um engenheiro da inglesa Platt, que veio estudar a máquina, chamou aquilo de tear mágico. A primeira unidade de produção saiu em novembro de 1925, na oficina de Hioki-cho, e dali saíram 1.023 teares, com 205 unidades instaladas em fábricas de tecelagem na Índia. A planta de Kariya começou com capacidade de 300 unidades por mês em 1927 e chegou a 1.000.

Uma data que não fecha

As duas fontes oficiais divergem: 1924 é o ano de conclusão do Tipo G, novembro de 1925 é a data da primeira unidade produzida em série. Por isso esta página usa as duas datas separadas, em vez de escolher uma.

Em 18 de novembro de 1926 nasceu a Toyoda Automatic Loom Works, com capital de 1 milhão de ienes, presidência de Risaburo Toyoda e Kiichiro Toyoda como diretor-gerente. Foi Kiichiro quem assinou, em 21 de dezembro de 1929, na sede da Platt no Reino Unido, o contrato de cessão das patentes do tear automático: 100 mil libras, pagas em quatro parcelas anuais de 25 mil libras, com direitos de produção e venda em todos os países menos Japão, China e Estados Unidos. Um ajuste posterior reduziu o saldo, e o total pago ficou em 83,5 mil libras. Na viagem de ida, Kiichiro passou pelos Estados Unidos estudando a fundo a indústria automobilística e as máquinas da Ford. Voltou com uma ideia na cabeça.

Em 1º de setembro de 1933, Kiichiro criou dentro da fábrica de teares a Divisão de Produção de Automóveis. Em junho daquele ano mandou um diretor aos Estados Unidos e à Europa comprar máquinas-ferramenta, que chegaram ao Japão em março de 1934. Em outubro de 1933 comprou um Chevrolet e o desmontou peça por peça para desenhar as suas. Em 29 de janeiro de 1934 a assembleia de acionistas aprovou a entrada da empresa nos negócios de automóveis e de aço.

1891

primeira patente, o tear de madeira operado com uma mão

1924

conclusão do Tipo G, o tear automático

1929

patente vendida à Platt por 100 mil libras

1933

nasce a divisão de automóveis, em 1º de setembro

1934 1933 a 1937 capítulo 02

Um Chevrolet desmontado e a sorte do número oito

Sem projeto próprio, a equipe comprou um Chevrolet e o abriu no chão da oficina. O motor que saiu dali tinha a mesma base do americano, e o chassi seguia o padrão robusto da Ford. Era engenharia de imitação, feita às pressas e com dinheiro contado, e funcionou.

Reconstituição da oficina de protótipos da Toyota no museu de Nagoya
Reconstituição da oficina de protótipos no Museu Comemorativo da Indústria e Tecnologia Toyota, em Nagoya. Foto: Asturio Cantabrio, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

A produção das peças fundidas do motor Tipo A começou em maio de 1934, com o bloco de cilindros pronto em agosto. Em 25 de setembro de 1934 o primeiro motor rodou: rendia de 48 a 49 cavalos, contra 60 do Chevrolet que serviu de referência. A equipe redesenhou a câmara de combustão e chegou a 65 cavalos, mais que o original. O motor ficou com seis cilindros em linha, 3.389 cm³ e válvulas no cabeçote, uma configuração avançada para a época.

Em maio de 1935 ficou pronto o protótipo do automóvel de passeio Modelo A1, com muitas peças genuínas de Chevrolet, menos de dois anos depois do início do projeto. No caminho veio o caminhão: o primeiro protótipo do Modelo G1 ficou pronto em 25 de agosto de 1935 e rodou 1.260 quilômetros em teste entre 13 e 18 de setembro, por Tóquio, Gunma, Nagano, Yamanashi e Hakone. Foi lançado em novembro, a 3.200 ienes o veículo completo e 2.900 ienes o chassi, 200 ienes mais barato que o Ford equivalente, com 379 unidades produzidas. O defeito inicial era no eixo traseiro, por solda insuficiente, resolvido com ajuste por encolhimento do flange.

O sedã Modelo AA apareceu em 1936, ao preço de 3.350 ienes, com o mesmo motor Tipo A de 65 cavalos, entre-eixos de 2.850 milímetros e 1.500 quilos. A carroçaria se inspirava no DeSoto Airflow. Foram 1.404 unidades até 1942. Em maio de 1936 a empresa concluiu uma fábrica de montagem a um quilômetro da sede, em Kariya, e em setembro daquele ano a produção mensal passou de 100 unidades, com uma exposição em Tóquio que mostrou 15 veículos. Em 14 de setembro de 1936, a Toyoda Automatic Loom Works e a Nissan foram designadas provisoriamente empresas licenciadas pela Lei da Indústria de Manufatura de Automóveis, o que abriu a porta para o negócio de escala.

Por que Toyota, e não Toyoda

Escrito em japonês, Toyoda tem dez traços e Toyota tem oito. O oito é número de sorte no Japão. Além disso, o nome Toyota soava melhor e marcava a passagem de uma empresa familiar para uma companhia maior. O concurso de logotipo de julho de 1936 recebeu mais de 27 mil inscrições, e em 10 de outubro daquele ano o jornal interno da empresa anunciou a troca.

A marca foi registrada em abril de 1937. Em 27 de agosto de 1937 aconteceu a assembleia inaugural e em 28 de agosto o registro foi concluído: nascia a Toyota Motor Co., com capital de 12 milhões de ienes, dos quais 9 milhões integralizados, sede em Koromo, presidência de Risaburo Toyoda e Kiichiro Toyoda como vice-presidente executivo. A rede de vendas começou com 20 concessionárias, 18 no Japão, uma na Coreia e uma em Taiwan.

1934

primeiro motor Tipo A, redesenhado para 65 cavalos

1935

protótipo A1 e caminhão G1 a 3.200 ienes

1936

sedã Modelo AA e a troca de Toyoda para Toyota

1937

fundação da Toyota Motor Co., em 28 de agosto

1938 1937 a 1950 capítulo 03

Aço, bombas e a quase falência

A primeira fábrica própria começou a ser levantada em 29 de setembro de 1937, em plena economia de guerra. Faltava aço para a construção, e o departamento de aço da própria empresa fabricou as barras de reforço. A obra foi concluída em 3 de novembro de 1938, data que a Toyota adotou como aniversário de fundação.

Sede e fábrica da Toyota em Koromo, atual Toyota City, por volta de 1950
A sede e a fábrica da Toyota em Koromo, atual Toyota City, por volta de 1950. Fotografia em domínio público, via Wikimedia Commons.

A planta de Koromo é hoje a Honsha, a unidade matriz. A cidade onde ela fica, Koromo, mudou de nome em 1º de janeiro de 1959 e passou a se chamar Toyota City, tamanha era a importância econômica da empresa para a região.

Durante a guerra a Toyota virou fabricante de material militar: caminhões e chassis, motores de aeronave, peças aeronáuticas, aço e equipamentos elétricos. Em 17 de janeiro de 1944 foi designada empresa de munições. Entre 1937 e 1945 saíram das linhas 92.131 veículos, sendo apenas 1.812 automóveis de passeio e 90.319 caminhões e ônibus. O pico foi em 1942, com 16.261 caminhões contra 41 carros de passeio. Em 10 de março de 1945 a planta de Shibaura, em Tóquio, foi destruída em 90% por bombardeio, e em 14 de agosto de 1945 a planta de Koromo perdeu um quarto das instalações. O quadro de pessoal caiu de mais de 9.500 para 3.700 pessoas no fim de outubro de 1945.

Reconstruir com caminhão

Em oito anos de guerra a empresa fez 92 mil veículos e perdeu boa parte das fábricas. A volta começou pelos caminhões, porque o comando americano proibiu a fabricação de carros de passeio: a liberação só veio em 25 de setembro de 1945, e a conversão para a demanda civil em 8 de dezembro daquele ano.

A conta chegou em 1949. O plano de ajuste do americano Joseph Dodge cortou o crédito, o câmbio foi fixado em 360 ienes por dólar em 23 de abril e o estoque de veículos encalhou. Com preços de venda congelados e custo de insumo em alta, o prejuízo mensal estimado chegou a 22 milhões de ienes e o prejuízo operacional saltou para 198,76 milhões em dezembro de 1949. Para fechar o ano, a empresa precisou de 200 milhões de ienes emprestados. O Banco do Japão entrou como fiador de um empréstimo de 188,2 milhões concedido por um sindicato de 24 bancos, com uma condição: um plano de reestruturação. O balanço de 31 de março de 1950 mostrava um passivo de aproximadamente 3,87 bilhões de ienes contra um patrimônio líquido de 136,8 milhões.

O plano do Banco do Japão tinha quatro itens: separar a empresa de vendas, fabricar apenas o que já estava vendido, cortar o pessoal excedente e obter 400 milhões de ienes para a reestruturação. Em 3 de abril de 1950 nasceu a Toyota Motor Sales, com capital de 80 milhões de ienes e presidência de Shotaro Kamiya. Em 11 de abril começou a disputa trabalhista. Em 22 de abril a empresa apresentou a proposta: 1.600 aposentadorias voluntárias, corte de 10% no salário de quem ficava e fechamento das plantas de Kamata e Shibaura. Em 25 de maio, diante dos concessionários, Kiichiro Toyoda assumiu a responsabilidade pela crise e anunciou que renunciaria. Em 5 de junho ele, o vice-presidente e um diretor deixaram os cargos. A greve terminou em 10 de junho, com 2.146 postos eliminados e cerca de 1.700 adesões voluntárias. Em 18 de julho toda a diretoria renunciou em bloco, e Taizo Ishida, presidente da fábrica de teares, assumiu a Toyota. Em agosto, 24 bancos fecharam um financiamento de 640 milhões de ienes para produzir caminhões para o mercado interno. A empresa sobreviveu.

O que não fecha

Circulam números de uma dívida total de 1,8 bilhão de ienes em 1950. Esse valor não foi localizado em documento oficial da Toyota, então esta página usa o balanço real de 31 de março de 1950, publicado pela própria empresa.

1938

planta de Koromo concluída em 3 de novembro

1945

Koromo perde um quarto da fábrica em bombardeio

1950

crise, greve de dois meses e renúncia de Kiichiro

1959

Koromo passa a se chamar Toyota City

1950 1950 a 1970 capítulo 04

O jeito Toyota de fazer carro

Em 1950, Eiji Toyoda passou três meses nos Estados Unidos e cerca de seis semanas na fábrica Rouge, da Ford, em Dearborn, então a maior e mais eficiente do mundo. Voltou com uma comparação dura na cabeça: a Toyota havia produzido 2.685 automóveis em toda a sua história até ali, enquanto a Rouge fazia 7.000 veículos por dia.

Linha de montagem e pintura reconstituída no museu da Toyota em Nagoya
Linha de montagem e pintura reconstituída no Museu Comemorativo da Indústria e Tecnologia Toyota, em Nagoya. Foto: Sharon Hahn Darlin, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

A resposta não foi copiar a Ford. Não havia dinheiro nem escala para isso. Foi inventar um método com o que existia: Taiichi Ohno, com apoio decisivo de Eiji Toyoda, construiu o que viria a ser o Sistema Toyota de Produção, apoiado em dois pilares. O primeiro é o just-in-time, a ideia de fazer apenas o que é necessário, quando é necessário e na quantidade necessária, sincronizando todos os processos. O segundo é o jidoka, a automação com toque humano: a máquina para quando algo sai errado, e o operador tem poder para parar a linha.

Em 1953 a empresa instalou na oficina da planta matriz o seu primeiro supermercado de peças, um posto onde a peça é retirada conforme o consumo, repondo só o que saiu. Ohno relatou ter tirado a ideia de fotos de supermercados americanos, com mercadoria disposta por localização específica. A versão mais repetida, de uma epifania numa visita ao Piggly Wiggly de Memphis em 1956, não se sustenta na documentação.

O kanban, o cartão que diz quais peças, quanto e quando, foi adotado em todas as plantas em 1963 e estendido à retirada de peças de fornecedores até 1965, o que empurrou o método para dentro da cadeia de suprimentos. Em 1966 chegaram os quadros e luzes andon na planta de Kamigo, permitindo que qualquer operador sinalizasse uma anomalia e o supervisor fosse imediatamente ao ponto do problema. O kaizen, a melhoria contínua feita por todos, fechou o desenho: segundo Eiji Toyoda, os trabalhadores passaram a apresentar 1,5 milhão de sugestões por ano, com 95% delas colocadas em prática. O sistema só virou um corpo coerente no início dos anos 1970, e em 1978 Ohno publicou o livro que o batizou.

A regra que explica tudo

Produzir só o que já está vendido. Numa fábrica sem dinheiro, sem espaço e sem estoque, essa frase deixou de ser filosofia e virou método de sobrevivência. Depois virou vantagem competitiva.

A qualidade acompanhou. Em maio de 1965 a Toyota se inscreveu no Prêmio Deming, em outubro o comitê votou pela concessão e em novembro veio a cerimônia em Tóquio, com a presença do professor W. Edwards Deming. Em 1970 a empresa recebeu o Japan Quality Control Award.

O primeiro carro de passeio de verdade veio antes disso. A produção do Toyopet Crown começou em 1º de janeiro de 1955, num projeto conduzido desde 1952 pelo engenheiro-chefe Kenya Nakamura, e ficou conhecido como o primeiro carro de passeio japonês feito só com tecnologia japonesa. A exportação para os Estados Unidos começou com dois Crown desembarcando na Califórnia em 25 de agosto de 1957. Em 31 de outubro de 1957 foi criada a Toyota Motor Sales U.S.A., com capital de 1 milhão de dólares, dividido entre a montadora e a empresa de vendas, sede em Hollywood Boulevard. Em junho de 1958 embarcaram-se 30 unidades do Crown Deluxe e, em julho, o carro chegou às lojas por 1.999 dólares, cerca de dois terços do salário anual médio americano da época. No fim de 1958, 287 unidades vendidas.

Não deu certo de primeira. Em 1960 a Toyota suspendeu a exportação do Crown para os Estados Unidos por falta de potência em velocidade de estrada, ruído, vibração e quebra de peças. A volta veio em junho de 1965, com o novo Corona, e foi um sucesso imediato. Em outubro de 1966 chegou o Corolla, com motor de 1.077 cm³, 100 cm³ mais que os concorrentes, e eventos de lançamento que atraíram mais de 1,3 milhão de visitantes no Japão. As vendas saltaram de 167 mil unidades em 1968 para 248 mil em 1969. As exportações da marca para os Estados Unidos foram de 95 mil carros em 1968 e 150 mil em 1969, levando a Toyota do oitavo lugar entre os importados americanos, em 1966, ao segundo, ultrapassando a Volkswagen. O Corolla se tornaria o carro mais vendido do mundo em 1997 e chegaria a 50 milhões de unidades em julho de 2021, com 53,4 milhões produzidos até setembro de 2023.

1953

primeiro supermercado de peças na planta matriz

1957

Toyota Motor Sales U.S.A. e os dois Crown na Califórnia

1963

kanban adotado em todas as plantas

1966

lançamento do Corolla e luzes andon em Kamigo

1973 1970 a 1990 capítulo 05

O petróleo caro fez a fama

Em outubro de 1973 o barril de petróleo árabe leve custava 2,59 dólares. Em janeiro de 1974, 11,65 dólares, mais de quatro vezes. O mercado americano de automóveis de passeio despencou de 11,4 milhões para 8,86 milhões de unidades em um ano, e o que o consumidor queria mudou da noite para o dia.

Toyota Corolla E10 de 1969, primeira geração do modelo
Toyota Corolla E10 de 1969, primeira geração do modelo mais produzido da história da marca, no Museu do Automóvel de Xangai. Foto: JamesYoung8167, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

A Toyota cortou produção de janeiro a março de 1974 e reajustou preços, mas manteve o Corolla como prioridade, e as exportações seguiram crescendo. Nos Estados Unidos, a Lei de Política e Conservação de Energia de dezembro de 1975 criou os padrões de consumo médio da frota, com meta de 27,5 milhas por galão a partir de 1985, e a Lei do Imposto de Energia de 1978 criou a taxa sobre veículos beberrões. O terreno estava pronto para o carro pequeno japonês.

Em 1980 o Japão passou os Estados Unidos como maior produtor mundial de veículos, com mais de 10 milhões de unidades, e as exportações japonesas bateram recorde de 5,97 milhões de carros, 54% da produção. Nos Estados Unidos, os veículos japoneses somaram 1,91 milhão de unidades vendidas e 21,3% do mercado, enquanto os de fabricação americana caíram 21%. Naquele ano, as exportações de automóveis de passeio da Toyota passaram de 1 milhão de unidades pela primeira vez. Em abril de 1981, sob pressão do sindicato e do Congresso, Japão e Estados Unidos firmaram o acordo de restrição voluntária das exportações japonesas.

Da exportação para a fábrica lá dentro

Restrição de exportação resolvida com fábrica no destino. Em 1982 a Toyota fundiu produção e vendas numa só empresa. Em 1984 estava dentro da Califórnia, montando carros em joint venture com a General Motors.

Antes disso, em 16 de maio de 1967, a Toyota lançou o 2000GT, um cupê de dois lugares desenvolvido com a Yamaha e produzido em 351 unidades até 1970. Vieram o Celica, em 1970, e o Supra, que firmaram a marca no imaginário esportivo. Em 25 de janeiro de 1982 as duas empresas assinaram o memorando de entendimento da fusão, em 15 de março o acordo, e em 1º de julho de 1982 nasceu a Toyota Motor Corporation, com 153 departamentos consolidados em 148.

A aventura americana começou com um acordo com o sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística, em setembro de 1983, que estabeleceu que trabalhadores e administração seriam parceiros de objetivos comuns, abrindo espaço para times multifunção e parada imediata da linha em caso de defeito. Em 1984 nasceu a New United Motor Manufacturing, empresa meio a meio com a General Motors, na antiga fábrica da GM em Fremont, na Califórnia, fechada em 1982. A Toyota treinou 257 líderes de grupo e de equipe em Takaoka, em nove turmas. Em dezembro de 1984 saiu o primeiro Chevrolet Nova e, em abril de 1985, a planta foi inaugurada. Em setembro de 1986 começou a produção de veículos Toyota no local, com o Corolla FX. O método japonês, aplicado por trabalhadores americanos numa fábrica que ia fechar, virou o experimento industrial mais estudado da década.

Em 1989 a Toyota lançou a Lexus e o LS 400, entrando pela porta da frente no segmento de luxo dominado pelas marcas alemãs. O carro que virou referência de silêncio e acabamento era o recado definitivo: a empresa que começou desmontando um Chevrolet agora definia o padrão do topo.

1973

choque do petróleo muda o mercado americano

1982

fusão cria a Toyota Motor Corporation, em 1º de julho

1984

NUMMI, a fábrica com a GM em Fremont

1989

lançamento da Lexus e do LS 400

1997 1990 a 2010 capítulo 06

O híbrido e o tropeço que quase custou a coroa

Em dezembro de 1997 a Toyota colocou nas ruas do Japão um carro que ninguém tinha pedido: gasolina mais elétrico, sem tomada, sem drama e com um sistema que troca as duas fontes de energia sozinho. O Prius de primeira geração chegou ao mercado japonês em 10 de dezembro, produzido na fábrica de Takaoka.

Toyota Prius NHW10 de 1997, primeira geração, no museu da Toyota
Toyota Prius NHW10 de 1997, a primeira geração do primeiro híbrido produzido em massa do mundo, no Museu do Automóvel Toyota. Foto: Ghostofakina, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

A primeira geração ficou restrita ao Japão e chegou aos Estados Unidos em julho de 2000. Vieram cinco gerações, em 1997, 2003, 2009, 2015 e 2022, com versões plug-in a partir de 2012. Em junho de 2013 a Toyota anunciou 3 milhões de Prius vendidos no acumulado, em mais de 90 mercados. A família híbrida se espalhou por Yaris, Corolla, Camry, RAV4, C-HR, Alphard, Hilux, Land Cruiser e toda a linha Lexus. Somando híbridos, plug-in, elétricos e a hidrogênio, a empresa passou de 35 milhões de veículos eletrificados vendidos no acumulado até setembro de 2026.

Em 21 de janeiro de 2009 a Toyota foi reconhecida como a maior fabricante de automóveis do mundo, encerrando 77 anos consecutivos de liderança da General Motors. Em 2008 a Toyota havia vendido 8,972 milhões de veículos, e a diferença para a GM era de cerca de 616 mil unidades. A empresa repetiria o título em 2023, com 11,2 milhões de veículos, em 2024, com 10,8 milhões, e em 2025, com 11,3 milhões, o sexto ano seguido na liderança e o melhor resultado da história do grupo.

A conta de crescer depressa

Entre 1997 e 2009 a Toyota inventou o híbrido e virou a maior montadora do mundo. No ano seguinte, uma série de recalls mostrou o preço de ter crescido mais rápido que a estrutura. Foi o próprio presidente da empresa quem disse isso, em público.

Em setembro de 2009 a Toyota anunciou o maior recall de sua história até então: 3,8 milhões de veículos nos Estados Unidos, por risco de o tapete do motorista prender o pedal do acelerador. Em 21 de janeiro de 2010 veio o recall de cerca de 2,3 milhões de veículos pelo defeito do pedal que ficava preso. Em 26 de janeiro a empresa suspendeu as vendas nos Estados Unidos e a produção na América do Norte de oito modelos, incluindo o Camry, o mais vendido do país. Em 9 de fevereiro, mais 437 mil Prius e Lexus HS 250h por causa do software do freio ABS. Naquele dia, o balanço da crise já somava mais de 8,5 milhões de veículos no mundo.

Em 24 de fevereiro de 2010, Akio Toyoda, neto do fundador e então presidente, depôs no comitê de supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Assumiu toda a responsabilidade, pediu desculpas em nome da empresa e disse que temia que o ritmo de crescimento tivesse sido rápido demais. Em 2014, o Departamento de Justiça americano fechou o caso com uma acusação criminal e um acordo de acusação diferida, com multa de 1,2 bilhão de dólares. Foi a maior multa aplicada a uma montadora até aquele momento.

1997

Prius chega ao Japão em 10 de dezembro

2000

Prius desembarca nos Estados Unidos

2009

Toyota passa a General Motors e lidera o mundo

2010

recalls de mais de 8,5 milhões e depoimento no Congresso

2026 2010 a 2026 capítulo 07

Hidrogênio, cidade-laboratório e o tropeço da certificação

A Toyota da década de 2020 não vende só carro. Vende um argumento: que o mundo não vai chegar ao carbono zero com uma tecnologia só. A empresa chama isso de estratégia de vários caminhos e sustenta a tese em híbridos, plug-in, elétricos puros, células de combustível a hidrogênio e motores a combustão com combustível neutro.

Akio Toyoda, chairman do conselho da Toyota
Akio Toyoda, presidente da Toyota de 2009 a 2023 e chairman do conselho desde então. Foto: Motohide Miwa, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

Em 2025 as vendas de eletrificados somaram 4,97 milhões de unidades, sendo 4,43 milhões de híbridos, 199 mil elétricos puros, 184 mil plug-in e 1.257 a hidrogênio. A meta declarada é passar de 5,5 milhões de eletrificados por ano por volta de 2030, incluindo mais de 1 milhão de veículos de emissão zero. A aposta de longo prazo são as baterias de estado sólido, anunciadas para comercialização em 2027 e 2028 numa parceria com a Idemitsu Kosan, que pesquisa o assunto desde 2001, enquanto a Toyota pesquisa desde 2006. Em 12 de novembro de 2025 entrou em operação a primeira fábrica de baterias da empresa na América do Norte, na Carolina do Norte. O Mirai, carro a hidrogênio, está na segunda geração desde dezembro de 2020.

A Woven City é a parte mais estranha e mais ambiciosa dessa estratégia. São 175 mil metros quadrados em Susono, na província de Shizuoka, aos pés do monte Fuji, no terreno da antiga fábrica de Higashi-Fuji. A ideia foi apresentada na feira de eletrônicos de Las Vegas em 2020: uma cidade de verdade, onde moradores reais testam mobilidade, energia e robótica. A Fase 1 foi concluída e a cidade foi lançada oficialmente em 25 de setembro de 2025, com os primeiros moradores, chamados de tecelões, se mudando a partir daquele mês, cerca de 300 pessoas nesta primeira fase, incluindo 20 inventores convidados.

A gestão também mudou. Akio Toyoda anunciou em 26 de janeiro de 2023 que deixaria a presidência e assumiria o conselho, e Koji Sato, então chefe da Lexus, tomou posse em 1º de abril de 2023. Três anos depois, em 6 de fevereiro de 2026, a empresa anunciou outra troca: Sato sai da presidência e assume a vice-presidência do conselho com o novo cargo de diretor de indústria, e Kenta Kon, até então diretor financeiro, assume como presidente e diretor executivo em 1º de abril de 2026. É o primeiro executivo de finanças a comandar a Toyota desde 2009. No mesmo período, o grupo fechou a compra da Toyota Industries, a empresa que nasceu como Toyoda Automatic Loom Works em 1926: a oferta começou em 18.800 ienes por ação, subiu para 20.600 ienes depois da pressão do fundo Elliott, e o negócio de cerca de 42 bilhões de dólares tirou a companhia da bolsa em 2026.

Em uma frase

Em 2026 quem comanda a Toyota é um executivo de finanças, o chairman é o bisneto do fundador, e a fábrica de teares de 1926 voltou para dentro do grupo, tirada da bolsa num negócio de 42 bilhões de dólares.

Nem tudo foi comemoração. Em 4 de março de 2022 a Hino, subsidiária de caminhões, reconheceu irregularidades na certificação de emissões de motores, o que em janeiro de 2025 virou um acordo nos Estados Unidos com multa superior a 1,6 bilhão de dólares. Em 20 de dezembro de 2023, o laudo do comitê independente da Daihatsu apontou 174 casos de irregularidade em 25 itens de teste, envolvendo 64 modelos e 3 motores, incluindo modelos fornecidos a Toyota, Mazda, Subaru e Suzuki. A causa apontada foi a promoção de desenvolvimento de curto prazo pela gestão. Em 29 de janeiro de 2024 a Toyota Industries admitiu testes de potência fraudados em três motores a diesel usados em 10 modelos no mundo, entre eles o Hilux e o Land Cruiser 300, e a Toyota declarou que as irregularidades repetidas abalavam os próprios fundamentos da empresa. Em 3 de junho de 2024 a montadora admitiu seis casos envolvendo sete modelos, e em 31 de julho o ministério dos transportes do Japão emitiu ordem de correção, com mais oito casos. Akio Toyoda pediu desculpas publicamente. O relatório da própria empresa apontou falhas também da alta administração, que não se envolvia no processo de certificação.

Os números de hoje contam as duas histórias ao mesmo tempo. No ano fiscal encerrado em 31 de março de 2026, a Toyota teve receita de 50,68 trilhões de ienes, alta de 5,5% e recorde histórico, sendo a primeira empresa japonesa a passar de 50 trilhões de ienes em um ano. O lucro operacional caiu 21,5%, para 3,77 trilhões de ienes, e o lucro líquido recuou 19,2%, para 3,85 trilhões. As tarifas americanas custaram cerca de 1,4 trilhão de ienes, e a América do Norte teve o primeiro prejuízo operacional regional em dezesseis anos, com 298,6 bilhões de ienes negativos. Para o ano fiscal seguinte a projeção é de receita estável em 51 trilhões e lucro de 3 trilhões, o terceiro ano seguido de queda. A empresa tem 390.927 funcionários no consolidado e, em setembro de 2026, valor de mercado em torno de 35,6 trilhões de ienes, cerca de 230 bilhões de dólares. Em 1º de junho de 2026 o SoftBank passou a Toyota como empresa mais valiosa do Japão, encerrando 22 anos de liderança da montadora nesse ranking.

Nas pistas, a marca vive outro momento. Em 13 de setembro de 2026 a equipe de rali da Toyota garantiu o sexto título consecutivo de construtores no Campeonato Mundial de Rali, em Rally Chile, igualando a série da Lancia entre 1987 e 1992 e chegando a 10 títulos na categoria. Em 14 de junho de 2026 a Toyota venceu as 24 Horas de Le Mans com o carro número 7 de Mike Conway, Kamui Kobayashi e Nyck de Vries, por 10,9 segundos de vantagem: a sexta vitória da marca na prova, depois de cinco seguidas entre 2018 e 2022. E a partir da temporada de 2026 de Fórmula 1, a Toyota Gazoo Racing dá o nome à equipe Haas, que passou a se chamar TGR Haas F1 Team.

2020

Woven City é apresentada na feira de Las Vegas

2025

Woven City abre em 25 de setembro e baterias começam nos EUA

2026

Kenta Kon assume a presidência em 1º de abril

2026

Le Mans e o sexto título mundial de rali

Linha do tempo

Vinte e um marcos, de 1867 a 2026. Role para o lado para percorrer a linha.
1867 Nasce Sakichi Toyoda

Primeiro filho de uma família de carpinteiros da vila de Yamaguchi, hoje Kosai, em Shizuoka.

1891 Primeira patente

Tear de madeira operado com uma mão, de 40% a 50% mais eficiente que o padrão.

1924 Tear Tipo G

O tear automático que um engenheiro inglês chamou de tear mágico.

1929 A patente vai para a Inglaterra

Kiichiro assina na Platt a venda por 100 mil libras, em quatro parcelas.

1933 Nasce a divisão de automóveis

Kiichiro cria a divisão dentro da fábrica de teares, em 1º de setembro.

1935 Caminhão G1

Primeiro produto rodando de verdade, a 3.200 ienes, mais barato que o Ford equivalente.

1936 Modelo AA e o nome Toyota

Sedã de série a 3.350 ienes e a troca de grafia: oito traços, número de sorte.

1937 Fundação da Toyota Motor Co.

Registro concluído em 28 de agosto, capital de 12 milhões de ienes, sede em Koromo.

1945 A guerra cobra o preço

Shibaura destruída em 90% e Koromo perde um quarto das instalações.

1950 Crise, greve e renúncia

Prejuízo recorde, greve de dois meses, 2.146 postos cortados e a saída de Kiichiro.

1955 Toyopet Crown

O primeiro carro de passeio japonês feito só com tecnologia nacional.

1957 Estreia nos Estados Unidos

Dois Crown na Califórnia e a criação da Toyota Motor Sales U.S.A.

1966 Corolla

O carro que chegaria a 50 milhões de unidades e se tornaria o mais vendido do mundo.

1973 Choque do petróleo

O barril quadruplica de preço e o carro pequeno japonês vira padrão mundial.

1982 Fusão

Produção e vendas viram uma só empresa: nasce a Toyota Motor Corporation.

1984 NUMMI

Joint venture com a General Motors em Fremont prova que o método japonês funciona com trabalhadores americanos.

1989 Lexus

A Toyota entra no luxo e passa a definir o padrão de silêncio e acabamento.

1997 Prius

Primeiro híbrido produzido em massa do mundo, lançado no Japão em dezembro.

2009 Maior do mundo

A Toyota encerra 77 anos de liderança da General Motors, e no ano seguinte enfrenta a crise dos recalls.

2025 Recorde e cidade-laboratório

11,3 milhões de veículos vendidos e a Woven City abrindo aos pés do monte Fuji.

2026 Nova presidência

Kenta Kon assume em 1º de abril, a Toyota Industries volta para o grupo e a marca vence em Le Mans.

Arquivo fotográfico

Quatorze imagens de acervo livre, todas com autor e licença declarados. Clique em qualquer uma para conferir a origem na página de créditos.

Retrato de Sakichi Toyoda
Sakichi Toyoda (1867 a 1930), o inventor que começou a história· autor desconhecido · domínio público
Tear automático Toyoda Tipo G
O tear automático Tipo G, de 1924· Daderot · CC0
Toyota Modelo AA de 1936
Modelo AA, de 1936: o primeiro carro de série da Toyota· Joyofmuseums · CC BY-SA 4.0
Oficina de protótipos reconstituída
A oficina onde nasceram os primeiros protótipos, no museu de Nagoya· Asturio Cantabrio · CC BY-SA 4.0
Fábrica da Toyota em Koromo por volta de 1950
A fábrica de Koromo por volta de 1950, onde a empresa quase fechou· autor desconhecido · domínio público
Toyopet Crown de 1955
Toyopet Crown RS, de 1955, o primeiro carro de passeio japonês exportado· Morio · CC BY-SA 3.0
Faixa comemorativa da mudança de Koromo para Toyota City em 1959
1959: a cidade de Koromo muda de nome e passa a se chamar Toyota City· 近藤銈司 · domínio público
Toyota Corolla de 1969
Corolla E10, de 1969, a primeira geração do carro mais produzido da marca· JamesYoung8167 · CC BY-SA 4.0
Toyota 2000GT de 1968
2000GT, de 1968: o cupê que apresentou a Toyota ao mundo dos esportivos· MrWalkr · CC BY-SA 4.0
Toyota Land Cruiser BJ40
Land Cruiser BJ40, a linhagem nascida em 1951 com o Jeep BJ· Joost J. Bakker · CC BY 2.0
Linha de montagem reconstituída
Montagem e pintura reconstituídas: a linha onde o método Toyota aparece· Sharon Hahn Darlin · CC BY 2.0
Lexus LS 400 de 1991
Lexus LS 400, de 1991: a entrada no luxo, dois anos após o lançamento da marca· Charles · CC BY 2.0
Toyota Prius de 1997
Prius NHW10, de 1997: o primeiro híbrido produzido em massa do mundo· Ghostofakina · CC BY-SA 4.0
Akio Toyoda
Akio Toyoda, presidente entre 2009 e 2023 e chairman do conselho desde então· Motohide Miwa · CC BY 2.0

Fontes

As fontes estão agrupadas por tipo. Documento da própria empresa vem primeiro, agência de notícia depois. Todo número citado na página sai de uma destas listas.

oficial Toyota: 75 anos de história, a versão oficial da empresa (TALW, Tipo G, Modelo AA, Koromo, crise de 1950) oficial Toyota Industries: a biografia de Sakichi Toyoda oficial Sistema Toyota de Produção: just-in-time, jidoka e kaizen, explicados pela empresa oficial Perfil corporativo: fundação, sede, capital e número de funcionários oficial Vendas, produção e exportação: planilhas oficiais por ano oficial Resultado do ano fiscal 2026, divulgado em 8 de maio de 2026 oficial Investigação da Toyota sobre pedidos de homologação, em 3 de junho de 2024 oficial Ordem de correção do ministério japonês e novos casos de certificação, em 31 de julho de 2024 oficial Laudo do comitê independente da Daihatsu, de 20 de dezembro de 2023 oficial Woven City: conclusão da Fase 1 e lançamento oficial Nova estrutura de gestão: Kenta Kon presidente e diretor executivo imprensa Reuters: Toyota mantém a coroa de maior montadora em 2025, com vendas recorde imprensa Bloomberg: sexto ano seguido na liderança, com 11,3 milhões de unidades imprensa Reuters: a compra da Toyota Industries, a oferta elevada e a posição do fundo Elliott imprensa Guardião: a cronologia da crise dos recalls de 2009 e 2010 imprensa Guardião: o depoimento de Akio Toyoda no Congresso americano, em 24 de fevereiro de 2010 imprensa ESPN: a sexta vitória da Toyota nas 24 Horas de Le Mans, em 14 de junho de 2026 imprensa Gazoo Racing: o sexto título consecutivo de construtores no rali, em 13 de setembro de 2026 imprensa EPA: o acordo de 1,6 bilhão de dólares da Hino por fraude de emissões enciclopédia Sakichi Toyoda, Kiichiro Toyoda e a cronologia da empresa em verbetes de referência